Atualmente, o grande poder das redes sociais são maiores do que imaginamos, sempre ouvimos comentários “de que o fulano isso ou o que fulano aquilo” e, claro, o “fulano sempre está melhor que você”. Esse comportamento de se comparar com os outros é muito comum na vida cotidiana, mas quando se trata das redes sociais é notório que isso acaba causando até mesmo uma inveja.

É interessante entender um principio básico das redes sociais: cada um posta aquilo que deseja mas, não necessariamente, é o mais próximo do real. Sendo assim, pode-se entender que o fulano sempre irá postar aquilo que ele acha que irá ressaltar a vida dele perante aos outros, fazendo com que ele saia da posição de mais um para virar o um. E tudo isso em busca dos “likes”, ou seja, em busca de aprovação.

Há pouco tempo surgiu nas redes sociais um comentário de que o Facebook iria instituir um botão chamado “dislike”, ou seja, as pessoas conseguiriam expressar umas para as outras que não gostaram do conteúdo postado. Independente disso, caso se torne real ou não, é interessante pensar sobre suas consequências positivas e/ou negativas.

A criação do botão é justificada para que as pessoas expressem outras emoções a não ser as positivas, eu vejo que há uma pequena falha neste comentário, uma vez que, existe a opção de comentar sobre tudo aquilo que é postado pelos outros usuários, sendo assim, todos tem a liberdade de expressar suas pensamentos.

É óbvio que a intenção do Facebook não é criar discórdias entre as pessoas, já que isso geraria um grande movimento de desgosto com a empresa e seus serviços. Contudo, imaginem que este novo botão seja criado da mesma forma que o botão “Like”, que funciona de uma forma extremamente positiva, irá criar um grande movimento de discórdia.

Além de uma busca por aprovação, as redes sociais dão às pessoas um grande poder, o de sempre aprovar ou não o outro. Esses comportamentos mantém as redes sociais sempre em alta entre os usuários, mesmo que muitos saiam da rede, muitos outros entram.

Independente de existirem diversos estilos de usuários dentro de uma mesma rede social, é interessante reparar que elas acabam movimentando os comportamentos na vida real, desde um ciúmes por uma curtida alheia até mesmo movimentos políticos.

Hoje, a dependência das redes para grande parte da nossa existência é alta, mas, vale lembrar que, as redes sociais são ferramentas e não vidas. E que nem tudo aquilo que os outros postam é totalmente real em muitas situações é apenas uma maneira de buscar a aprovação do outro, então utiliza-se de verdades parciais para chegar aos objetivos maiores.

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