O transtorno do pânico é uma condição psicológica que pode ser profundamente debilitante, caracterizada por ataques súbitos de medo intenso que podem ocorrer sem um gatilho aparente.
O transtorno de pânico é um distúrbio de ansiedade caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados. Esses ataques são episódios intensos de medo ou desconforto que atingem seu pico em poucos minutos e estão frequentemente acompanhados de uma série de sintomas físicos e emocionais.
No dia a dia, o transtorno de pânico pode causar uma deterioração na qualidade de vida da pessoa, uma vez que o medo de ter novos ataques pode levar a comportamentos de evitação e isolamento.
Sintomas do transtorno do pânico
Os sintomas do transtorno do pânico variam de pessoa para pessoa, mas, geralmente, incluem uma combinação dos seguintes:
- Ataques de pânico repentinos: Episódios de medo intenso que surgem abruptamente e atingem o pico em minutos. Esses ataques são acompanhados por uma sensação de perigo iminente e um desejo intenso de escapar da situação.
- Sintomas físicos: Durante um ataque de pânico, indivíduos podem experimentar palpitações, suor, tremores, sensações de falta de ar, dor ou desconforto no peito, náusea, tontura, sensação de formigamento e calafrios ou mesmo ondas de calor.
- Medo de perder o controle ou “enlouquecer”: Este é um medo comum durante os ataques de pânico.
- Evitação: Tendência a evitar lugares ou situações onde ataques de pânico ocorreram no passado.
Diagnóstico
O diagnóstico do transtorno do pânico é geralmente feito por um psicólogo através de uma avaliação clínica detalhada, que inclui o histórico médico do paciente, uma discussão sobre os sintomas e, às vezes, exames para descartar outras condições médicas.
Além disso, os critérios diagnósticos, conforme o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), incluem ataques de pânico recorrentes e inesperados e uma preocupação persistente com esses ataques.
Já o tratamento pode ser feito por meio de um conjunto de medidas, como:
- Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Esta é considerada uma das abordagens mais eficazes para o tratamento do transtorno do pânico. A TCC ajuda os pacientes a entender os padrões de pensamento que contribuem para os ataques de pânico e a desenvolver estratégias para enfrentar e reduzir esses episódios.
- Medicação: Em alguns casos mais graves, medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas. É crucial que esses medicamentos sejam administrados sob estrita supervisão médica e que, mesmo assim, o paciente continue com o seu tratamento por meio da TCC para ter efeitos positivos de longo prazo e mais duradouros.
- Técnicas de relaxamento e mindfulness: Estratégias como a respiração profunda, relaxamento muscular progressivo e mindfulness podem ser extremamente úteis para gerenciar a ansiedade associada ao transtorno do pânico.
- Suporte: Educar os pacientes sobre o transtorno e envolver suporte de amigos e familiares é essencial para um tratamento eficaz. Grupos de apoio também podem oferecer um espaço para compartilhar experiências e estratégias de enfrentamento.
Embora o transtorno do pânico possa ser uma condição assustadora e isolante, é importante lembrar que ele é totalmente tratável. Com as estratégias certas e o suporte psicológico, indivíduos podem recuperar o controle de suas vidas e experimentar um alívio significativo dos sintomas.
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