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Ritalina - não pense que ela irá turbinar seu cérebro

Nos dias atuais, a Ritalina é um dos medicamentos mais controversos que existem. Na internet, muitos mitos sobre ele são disseminados como sendo verdade e quase sempre ele é mal utilizado.

Em função dos efeitos do medicamento, tal substância se popularizou em um mercado negro e sem prescrição médica, no mundo dos concurseiros e vestibulandos, uma vez que utilizam a lógica que a Ritalina ajudará efetivamente a absorver mais os conteúdos, mas isso não passa de um mito.

O que é a Ritalina?

A Ritalina foi lançada em meados dos anos de 1950 para o tratamento de crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (o famoso TDAH). O medicamento utiliza-se do princípio ativo chamado metilfenidato, o qual é comercializado com o nome de Ritalina.

O medicamento age diretamente sobre o neurotransmissor dopamina, reduzindo o déficit de atenção dos indivíduos, ou seja, faz com que os indivíduos que tenham dificuldade de concentração consigam focar melhor nas atividades. Ele também contribui para a melhora no controle de impulsividade e inquietudes.

O metilfenidato não tem a função de aumentar a capacidade de armazenamento de informações. A absorção de conteúdos depende de mais fatores do que estudos excessivos, como, por exemplo, descanso e sono.

Contudo, a pressão é tanta em certas ocasiões que o efeito placebo da droga entra em ação. Ao ingerir o medicamento o indivíduo acha que será beneficiado e vivencia isso, porém o uso indiscriminado pode induzir ao vício.

O seu efeito sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Em relação a pessoas com TDAH é uma substância muito efetiva, já que promove o aumento de dopamina no cérebro. Ou seja, promove a melhora no estado alerta e da cognição. No entanto, isso não quer dizer que torna as pessoas “mais inteligentes”.

A Ritalina auxilia apenas aqueles que possuem déficits, ou seja, dificuldade e/ou falhas em executar alguma tarefa em função da desatenção.

O medicamento começou a se popularizar como uma droga que aumenta a inteligência, pois, geralmente, as pessoas que possuem o transtorno possuem muitas dificuldades escolares.

Contudo, ao iniciar o tratamento farmacológico com a Ritalina e acompanhando com profissionais da psicopedagogia, o medicamento ajudará a pessoa a produzir a quantidade normal de neurotransmissores para conseguir se adequar à normalidade.

O medicamento é de grande eficiência para indivíduos que possuem TDAH, se administrado por um psiquiatra que acompanha periodicamente o sujeito. De qualquer forma, o diagnóstico antes de tudo deve ser feito. Assim o tratamento será realmente adequado, com bons resultados e com avanços significativos.

A importância do tratamento psicológico

Vale ressaltar que, psiquiatras em geral não querem simplesmente receitar medicamentos. Ele prescreverá o medicamento se houver necessidade do uso dele. Caso não haja necessidade, ele indicará diferentes tratamentos, como, por exemplo acompanhamento psicológico, psicopedagógico, entre outros.

É importante relembrar que as pessoas da área da saúde querem ver a melhora do seus pacientes e não ver o paciente ficar estagnado ou mal. Assim sendo, é muito importante que sigam as recomendações dos profissionais da saúde e prossigam com o tratamento até o final do mesmo.

O uso incorreto da Ritalina, o diagnóstico incorreto e indiscriminado de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, é algo perigoso para o indivíduo e que, em muitos casos, é rotulado pelo senso comum.

O acompanhamento de bons profissionais é de extrema relevância, pois eles irão ajudar a diagnosticar e verificar a necessidade ou não de tratamentos farmacológicos. Com isso, sempre procure um médico adequado para o que está enfrentando. Esqueça, definitivamente, o Dr. Google.

E você, está enfrentando dificuldades de concentração? Está tendo problemas ao se preparar para alguma prova. Marque uma consulta para definirmos o melhor tratamento para você.

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