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O que o silêncio esconde, e o que podemos fazer por ele.

Cotidiano
O que o silêncio esconde, e o que podemos fazer por ele.

Os números

O que os dados dizem sobre o suicídio no mundo

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Para cada morte, outras 20 tentativas acontecem. São números que se perdem no abstrato. Até que a pessoa em questão é alguém que você conhece.

Dado OMS, 2024O suicídio é a 3ª maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo. 73% dessas mortes ocorrem em países de média e baixa renda.

No Brasil, o cenário é igualmente grave. Somos um dos países com maior número absoluto de mortes por suicídio da América Latina, com mais de 14 mil casos registrados por ano, segundo o Ministério da Saúde. E os especialistas alertam: os dados reais podem ser ainda maiores, pois o subregistro é significativo.

Duas pessoas em conversa íntima e difícil

Falar sobre o que sentimos é o primeiro passo para romper o ciclo do silêncio.

Entendendo a crise

O que está por trás de uma crise

A maioria das pessoas que chegam a uma crise suicida não quer morrer, elas querem parar de sentir o que estão sentindo. É uma distinção importante.

Por trás de uma crise, quase sempre existe um acúmulo: pressão no trabalho, relacionamentos que desgastam, perdas que não foram processadas, uma ansiedade que não para de crescer, um sentimento de que não há saída. E, na maioria dos casos, a pessoa passou muito tempo com isso sozinha: sem falar, sem pedir ajuda, sem ter espaço para se sentir vulnerável.

“O suicídio não é uma decisão racional. É uma resposta a uma dor que parece permanente. Com o suporte certo, ela pode mudar.”

É por isso que o acesso à saúde mental não é um luxo. É prevenção.

Dois homens em conversa séria, sentados

Ter com quem conversar faz toda a diferença em momentos de crise.

Reconhecendo os sinais

Os sinais que pedimos para você reconhecer

Nem toda crise se anuncia com palavras diretas. Muitas vezes, os sinais são sutis, e é exatamente por isso que precisamos estar atentos.

  • Isolamento progressivo: a pessoa para de responder mensagens, some de eventos, se afasta de quem gosta.
  • Mudanças de comportamento: dorme demais ou de menos, para de cuidar da aparência, perde o interesse em coisas que antes amava.
  • Falas de desistência: frases como “não aguento mais”, “queria sumir” ou “seria melhor sem mim” não devem ser ignoradas.
  • Despedidas disfarçadas: redistribuir pertences, fechar contas nas redes, “colocar a vida em ordem” de maneira incomum.
  • Histórico de tentativas: quem já tentou antes tem risco elevado, e precisa de acompanhamento especializado.