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Pistantrofobia, você já ouviu falar nessa fobia?

Uma fobia pode ser considerada um tipo de transtorno de ansiedade que se apresenta na forma de um medo persistente, irracional e excessivo sobre algo. Pode ser medo de uma pessoa, atividade, situação, animal ou objeto.

No caso da pistantrofobia, ela é a fobia de confiar nos outros, sendo caracterizada pelo medo de se machucar emocionalmente em um relacionamento romântico.

Esse medo é perigoso, visto que a confiança é essencial para podermos prosseguir com a vida de forma saudável. Nossa falta de confiança em alguém nos impede de formar conexões adequadas não apenas com as pessoas, mas também com potenciais parceiros amorosos.

Dessa forma, como todos os outros medos irracionais, a pistantrofobia também pode atrapalhar as rotinas diárias, reduzir a autoestima e prejudicar relacionamentos.

Os sintomas da pistantrofobia

A condição deve ser diagnosticada por um profissional de saúde mental, como um psicólogo clínico ou um psicólogo comportamental.

Entretanto, alguns sintomas podem ser comuns em quem apresenta a pistantrofobia, como:

  • evitar se abrir com um potencial parceiro amoroso
  • barrar as tentativas de flerte, namoro ou relacionamento romântico de outra pessoa
  • se sentir desconfortável em situações em que existe um possível relação amorosa
  • primeiros encontros são vistos como um evento ameaçador

Confiança, em essência, é a base dos vínculos que formamos com os outros. Muitas pessoas com problemas de confiança tendem a construir um muro ao seu redor, se fechando não apenas para relacionamentos amorosos, mas até potenciais amizades.

Esse comportamento pode ter origem em decepções amorosas do passado. Como resultado, a pessoa pode viver aterrorizada com uma experiência semelhante. Ela pode desenvolver um estado de hipervigilância, evitando-se conectar-se aos outros por medo disso levar a um relacionamento mais profundo.

É comum a pessoa passar a tratar os outros com frieza. No pior dos casos, ela passa a deixar de confiar em todo mundo e começa a se isolar dos demais.

Quando nossa capacidade de confiar está severamente prejudicada, isso sabota muitas oportunidades pessoais das quais poderíamos ter participado. No longo prazo, isso pode ser um risco potencial para desenvolver vícios (como o alcoolismo) e até doenças mais sérias (como a depressão).

Tratamento da condição

Assim como outras fobias, a pistantrofobia pode ser diagnosticada e tratada com terapia.

O psicólogo, por meio da terapia cognitiva comportamental,  ajuda a pessoa a desenvolver a exposição e a tolerância aos estímulos que geram medo nela. Ao fazer isso, o clínico pode ajudar o paciente a desenvolver habilidades de enfrentamento ou maneiras de se acalmar quando a ansiedade ou o medo aparecerem.

A ideia é modificar o comportamento, mudando como a pessoa vê determinada situação. 

O tratamento para essa fobia pode ser bem-sucedido com tempo e trabalho. Aos poucos, o indivíduo pode aprender novas maneiras de confiar nos outros e entrar em um relacionamento saudável.

Obter o tratamento certo e o suporte para uma fobia específica, como a pistantrofobia, não apenas ajuda a pessoa a aprender a confiar novamente nos outros, mas também é fundamental para a saúde geral dela.

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