Compreender sobre experiências dissociativas e sobre transtorno dissociativo-conversivo não é uma tarefa simples, pois envolve questões muito complexas.

Todos nós podemos apresentar, ocasionalmente, problemas para incorporar lembranças, identidades, percepções ou experiências. Em outras palavras, podemos usar como exemplo o fato que uma pessoa dirige até um destino, mas pode não se lembrar como chegou lá, pois estava dividindo a atenção com outras distrações ou preocupações.

A situação citada é classificada como uma experiência dissociativa comum, pois não atrapalha nas atividades rotineiras. Todavia para uma pessoa que apresenta um transtorno dissociativo, a situação é diferente, em que esse esquecimento pode durar muito mais tempo.

Além disso, ela pode se sentir desconectada (dissociada) de si mesma, ou seja, de suas memórias, percepções, identidade, pensamentos, emoções, corpo e comportamento. Também pode se sentir desconectada do mundo ao seu redor. Portanto, seu senso de identidade, memória e/ou consciência é fragmentado.

O que é o transtorno dissociativo-conversivo?

Também conhecido como distúrbio de conversão, o transtorno dissociativo-conversivo é um transtorno mental no qual a pessoa sofre de um desequilíbrio psicológico, havendo alterações na consciência.

Assim, afeta a memória, identidade, emoção, percepção do ambiente, controle dos movimentos e comportamento do portador. Portanto, quem tem essa condição pode vivenciar diferentes sintomas psicológicos.

E eles podem surgir tanto de forma isolada como em conjunto, mesmo com a ausência de qualquer doença física que justifique o caso. Os principais são:

  • Amnésia temporária, específica ou de um período do passado, conhecida como amnésia dissociativa;
  • Perda ou alteração dos movimentos de partes do corpo, o transtorno dissociativo do movimento;
  • Movimentos e reflexos lentos, semelhante a um desmaio ou um estado de catatonia, chamado de estupor dissociativo;
  • Perda da consciência de quem é ou de onde está;
  • Movimentos como de uma crise epiléptica, também chamado de convulsão dissociativa;
  • Formigamentos ou perda da sensibilidade em um ou mais locais do corpo, como boca, língua, braços, mãos ou pernas, chamado de anestesia dissociativa;
  • Extrema confusão mental;
  • Múltiplas identidades ou personalidades, que é o transtorno dissociativo de identidade.

Contudo, portadores de transtorno dissociativo podem ainda apresentar mudanças de comportamento, como uma súbita reação exaltada ou desequilibrada. Por ser algo comum, o transtorno também é conhecido como histeria ou reação histérica.

O transtorno dissociativo-conversivo costuma aparecer ou ser agravado quando há situações traumáticas ou de grande estresse. Dependendo do caso, pode surgir de vez em quando ou se tornarem frequentes.

Como identificar?

As crises do transtorno dissociativo-conversivo, podem ser confundidas como uma doença física. Por isso, quando há esses casos, o paciente deve ser imediatamente levado ao médico.

O profissional avalia e identifica a presença desta síndrome, pesquisando as alterações na avaliação clínica e em exames. Mas quando não há origem física ou orgânica que explique o quadro encontrado.

O psicólogo clínico avaliará os sintomas apresentados nas crises e a existência de conflitos psicológicos. Posteriormente confirma que se trata do transtorno dissociativo-conversivo.

Este médico também deverá avaliar a presença de ansiedade, depressão, somatização, esquizofrenia ou outros transtornos mentais que pioram ou que confundem com o transtorno dissociativo.

Como é feito o tratamento?

A principal recomendação é que seja feita a psicoterapia. Nela, o psicólogo ajuda paciente a desenvolver estratégias para lidar com o estresse. As sessões são mantidas até que o profissional ache que o paciente é capaz de gerir as suas emoções e relações de forma segura.

O tratamento para o transtorno dissociativo-conversivo também pode incluir remédios ansiolíticos ou antidepressivos para aliviar os sintomas, receitados por um psiquiatra, que avaliará a evolução da doença e trabalhará em conjunto com o psicólogo.

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