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Moda Rivotril - Vícios em remédios

Atualmente, um problema que tem sido destacado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) se refere ao uso abusivo de medicamentos, em que está sendo apontado como um problema, mas ao mesmo tempo nada tem sido feito. O uso abusivo pode causar dependência sobre o medicamento utilizado e isso é uma preocupação no Brasil e também em outros países.

Em diversas vezes é notado que as pessoas utilizam medicamentos sem mesmo tem ido ao médico e ter uma receita para o uso de tal.

Algumas vezes o que ocorre é que o paciente foi ao médico no ano de 2003 e o mesmo receitou o medicamento X pelo motivo Y e desde então o paciente não voltou para a consulta para reavaliação, continuando com o uso do referido medicamento. Outros exemplos se referem ao uso do medicamento pela associação de sintomas ou por indicação de amigos.

Por mais absurdo que possa parecer em alguns casos os médicos receitam os medicamentos sem ao menos ver o paciente, por exemplo, a filha vai ao médico e diz: “A minha mãe toma Rivotril, será que o doutor poderia me dar uma receita para ela?” e, em alguns casos raros, mas ainda existentes, o médico faz a receita.

Outro fator relevante é que existe um mundo paralelo de medicamentos e receitas.

Hoje em dia, um dos medicamentos mais vendidos no Brasil é o Rivotril (Clonazepam), o qual pertence ao grupo dos Benzodiazepínicos. Esse grupo de medicamentos começou a ser difundido pela sociedade na década de 1960 e com a descoberta de seus efeitos ansiolíticos e relaxantes esse medicamento começou a fazer grande sucesso.

Os Benzodiazepínicos possuem um efeito farmacológico na redução da ansiedade, sedação, indução ao sono, entre outras coisas. Seus efeitos tranquilizantes ajudam e são muito eficazes em tratamentos como, por exemplo, de fobias (medos), síndrome do pânico e, claro, ansiedade generalizada.

Além de todos os benefícios desse medicamento o preço é uma parte importante também, uma vez que ele é muito barato, o que o torna mais atrativa ainda para a sociedade. Este medicamente se popularizou tanto que até capinha de celular que imita sua caixa já foi criada.

Em muitos casos, o Rivotril é sim uma ferramenta muito importante no tratamento de ansiedade, porém ele deve vir acompanhado do tratamento médico e psicoterapêutico para que realmente o paciente melhore e não apenas utilize o medicamento como um amparo.

Vale lembrar que, medicamentos não devem ser utilizados de forma indiscriminada, afinal o seu efeito pode ser bom ou não.

É importante que a pessoa desenvolva novas estratégias e que frequente outras atividades como, por exemplo, atividades físicas para auxiliar e amenizar os eventos estressantes cotidianos. Além de comparecerem ao psicólogo rotineiramente para que a pessoa consiga compreender melhor o que sentem e vivenciam.

Quer saber mais sobre outros temas de psicologia? Leia mais em meu blog!

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