Para muitos pais é uma luta pessoal chegar a um acordo com os seus próprios sentimentos de perda e mudança quando seus filhos decidem sair de casa. A síndrome do ninho vazio cria ansiedade até mesmo naqueles pais mais independentes emocionalmente.

Assim como o parto, que cria uma grande mudança na vida do casal, a saída dos filhos para casar, ir para a faculdade ou simplesmente morar sozinho também é um marco importante na experiência da paternidade.

É uma perda que todos os pais enfrentam, mas nem sempre ela deve ser sinônimo de tristeza. Ela também pode ser um novo começo. Duvida? Então, continue a leitura e saiba mais!

A vida com o ninho vazio

Muitos pais não conseguem enxergar além do buraco criado pela ausência de um filho. Conseguir controlar as emoções nesse período de transição determinará se essa nova fase será caracterizada pela excitação de dever cumprido ou preenchida por uma sensação predominante de perda.

De forma geral, a paternidade define a identidade das pessoas, pois ela guia quem elas são e o que fazem. Portanto, quando o último filho sai de casa, não é apenas o sentimento de perda que está em jogo, mas também a identidade de pai e de mãe que foram profundamente impactadas.

Porém, o ninho vazio não é a única perda que afeta a identidade de alguém. Uma doença, o divórcio ou o aposentar também criam lesões psicológicas, pois cada uma delas envolve a perda de um papel em sua vida.

Psicologicamente falando, não se pode apenas se acostumar com essas perdas. Em vez disso, é essencial identificar possíveis novos papéis a serem explorados.

As melhores estratégias para superar a síndrome do ninho vazio

Quando boa parte da vida é definida como ser pai — pelo menos parcialmente — é difícil se adaptar à vida sem filhos em casa. Embora não seja considerado oficialmente um transtorno clínico, o problema é real e traz tristeza para as pessoas.

Alguns casais experimentam níveis mais altos de conflito quando um ou ambos os parceiros têm síndrome do ninho vazio. Isso pode agravar sentimentos de solidão e angústia. 

Para superar essa fase, confira algumas dicas que podem ajudá-lo a lidar com essa perda.

Crie novos papéis

Ao longo de vida, você já deve ter acumulado vários papéis diferentes. Filho, primo, amigo, estudante, funcionário, talvez tio. Ser mãe ou pai é apenas mais um deles. No entanto, por mais que eles não estejam sob seus cuidados, você ainda continuará a ser uma mãe ou pai. E é provável que novos papéis surjam, como o de avó e avô, por exemplo.

Se o sentimento de crise de identidade é forte, experimente novos papéis para si, como ser um voluntário, ser um vizinho generoso ou se tornar membro de alguma comunidade.

Sem ter os filhos para criar, você terá mais tempo para fazer que dê mais significado e propósito para sua vida.

Aproxime-se de seu parceiro

Lembra dos seus primeiros anos de namoro ou de casamento? Tem saudades das coisas que faziam juntos quando não existiam filhos e era apenas vocês dois? Por que não revisitar esse período agora?

Experimente tirar um tempo para viajar sem se preocupar com as crianças. Planeje jantares românticos, sair com os amigos ou quaisquer outras atividades que você deixou de lado quando os filhos nasceram.

Pode levar algum tempo, mas essas novas atividades podem fazer você se reconectar com seu parceiro e desfrutar dessa nova fase juntos.

Defina novos desafios

Agora que seu filho saiu de casa, o seu desafio de ser pai foi concluído. Que tal encontrar novos desafios? Se você sonhava em participar de uma maratona, renovar a decoração da casa ou começar um novo hobby, este é o melhor momento.

Os novos desafios são importantes para manter a mente ocupada, mas evite fazer grandes mudanças em sua vida. Você está em um período emotivo, o que pode afetar o seu julgamento.

Com isso, não tome grandes decisões nos 6 primeiros meses de ninho vazio, como vender a casa, se mudar para longe ou pedir demissão de um emprego. Muito provavelmente, você se arrependerá desses tipos de decisão no futuro.

Procure um psicólogo

As dicas anteriores podem lhe ajudar a alterar o seu foco no ninho vazio, mas não fará sua tristeza passar de uma hora para outra. É natural ter esses sentimentos, mas apenas reprimi-los não vai consertar as coisas.

Não há problema algum em ficar triste. No entanto, você não pode ficar preso para sempre na tristeza. Aceitar esta nova fase pode ser difícil, mas também é importante para que você encontre propósito em novos papéis em sua vida.

No entanto, se a síndrome do ninho vazio está piorando, em vez de melhorar, ou não for resolvida dentro de alguns meses, converse com um psicólogo clínico. Seus sentimentos de solidão ou vazio podem aumentar com o tempo e exigir um tratamento mais longo e complicado.

E então, quer superar a síndrome do ninho vazio? Marque agora sua consulta com um psicólogo.