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Aos Meus Olhos: por que o elogio não entra e o erro nunca sai.

Cotidiano
Aos Meus Olhos: por que o elogio não entra e o erro nunca sai.

“Já me disseram mil vezes que eu sou boa no que faço. Eu sei disso na cabeça. Só não sinto.”

É uma das frases mais repetidas no consultório quando o assunto é autoestima. E ela mostra que o problema não é falta de evidência favorável. É o que acontece com essa evidência no momento em que ela chega.

É desse ponto que parte Aos Meus Olhos: autocrítica, autoestima e a régua com que você se mede, quarto volume da Coleção PRO, assinado pelo Dr. Yuri Busin com as psicólogas Luciana Patricia Ruff e Luana Alves, da equipe clínica do Grupo Yuri Busin. O e-book está gratuito na Amazon entre 30 de outubro e 3 de novembro.

O tribunal que nunca fecha

A pessoa que o livro descreve não é alguém que fracassa e sofre por isso. É alguém que acerta e não consegue receber o acerto. Trabalha muito, entrega no prazo, é elogiada, e mesmo assim vai dormir com a sensação de estar devendo.

O que acontece ali não é modéstia. É uma revisão: toda evidência favorável passa por um exame que a desqualifica antes de ser creditada. O livro resume a lógica em uma imagem: quem sofre com autocrítica não tem uma régua rigorosa demais, tem uma régua invertida. O sucesso é creditado à circunstância, e o fracasso, ao caráter. Com essa contabilidade, nenhum resultado bom sobrevive.

E, por ser um comportamento e não um traço de personalidade, a autocrítica pode ser examinada. E, quando é examinada, começa a ceder.

Por que o elogio não entra

O livro descreve quatro formas pelas quais o reconhecimento é descartado na entrada, todas com cara de raciocínio razoável:

Desqualificar a fonte: “ela é gentil com todo mundo”.

Desqualificar o feito: “isso era fácil, qualquer um faria”.

Atribuir ao externo: “foi sorte”, “a equipe carregou”.

Adiar o veredito: “foi bom dessa vez, mas a próxima vai mostrar”.

Com esses filtros ativos, nenhuma quantidade de reconhecimento produz efeito. Por isso colecionar conquistas não resolve, já que a régua sobe junto com o resultado. E repetir frases positivas também não, porque elas passam pelo mesmo exame e saem desmentidas.

Um exercício do livro deixa isso claro: quantos erros da última semana você lembra com data e hora? E quantos acertos com o mesmo detalhe? Para a maioria das pessoas, são 6 ou 7 de um lado e nenhum do outro. Não porque a semana foi ruim, mas porque só um dos lados foi arquivado.

Quatro maneiras de não se dar crédito

Para mostrar que a mesma insegurança vira comportamentos diferentes, o livro acompanha quatro pessoas convidadas a apresentar um projeto para a diretoria. Rafael chega à 9ª versão do material sem ter ensaiado. Camila passa a semana olhando quem já chegou mais longe. Diego recusa com uma boa justificativa e depois se arrepende. Larissa apresenta bem, erra um número, corrige na hora, e passa 40 minutos no carro se chamando de despreparada.

São quatro perfis: exigir, comparar, encolher e atacar-se. Cada um entrega algo agora e cobra depois. Um inventário de 16 itens ajuda o leitor a reconhecer o seu, e cada perfil tem uma trilha de leitura própria.

Vale um destaque: quem encolhe costuma ouvir que é humilde, tranquilo, sem ego. É o padrão que mais recebe aprovação social, e por isso o mais difícil de reconhecer como problema.

Não é sobre baixar o padrão

Muita gente competente acredita que a autocrítica é o que sustenta o próprio desempenho. O livro responde de frente: você pode ter chegado longe com ela, e não necessariamente por causa dela. O custo costuma ser debitado de outra conta: a do sono, das relações, do prazer em fazer o que faz.

A proposta é separar duas coisas que andam grudadas: a exigência de qualidade no trabalho, que é útil, e o veredito sobre o próprio valor, que não melhora nada e cobra caro.

A Reavaliação como chave de leitura

Cada volume da Coleção PRO tem uma etapa do Método PRO em que a maior parte do trabalho acontece. Aqui, é a 10ª: a Reavaliação, que olha os resultados como investigação, e não como julgamento. “Eu sou capaz ou não sou?” não tem resposta útil. “O que dependeu de mim no que aconteceu?” tem.

A partir daí, o livro percorre as 12 etapas do método com fichas práticas para o dia a dia: receber um elogio, tomar crédito pelo que fez, ler um erro e sair da comparação. E, como os outros volumes da coleção, pode ser lido sozinho.

E-book gratuito até 3 de novembro

De 30 de outubro a 3 de novembro, o e-book de Aos Meus Olhos está disponível gratuitamente na Amazon.

Baixar o e-book gratuitamente

Se uma única coisa mudar depois da leitura, que seja a pergunta que você faz depois de um erro. Trocar “o que isso diz sobre mim?” por “o que dependeu de mim aqui?” é a diferença entre um tribunal e uma medição.

Este livro tem caráter educacional e não substitui avaliação psicológica individual. Se você estiver em sofrimento intenso, procure ajuda: CVV 188, ligação gratuita, 24 horas.

Dr. Yuri Busin e Grupo Yuri Busin

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